Como saber qual valor de imóvel eu posso financiar?

Atualizada em 07/10/2019.

Como saber qual valor de imóvel eu posso financiar?

Uma das formas mais utilizadas pela maior parte dos brasileiros na hora de comprar sua casa própria é o financiamento imobiliário, devido aos benefícios proporcionados. E é muito provável que você já deve ter se questionado: como saber qual valor de imóvel eu posso financiar?

Por isso, é preciso saber qual a renda mínima para financiar um imóvel, e também, como funciona todo o processo de financiamento imobiliário para ter um planejamento adequado e sem futuros problemas.

Se você ainda não sabe, continue lendo para descobrir!

O primeiro passo para realizar o sonho de adquirir um imóvel próprio é entender como funciona o processo de financiamento, uma vez que, dependendo do preço do imóvel, do valor que você pretende financiar e das parcelas que você consegue pagar por mês, a escolha do banco e do tipo de financiamento irá mudar.

Para lhe ajudar a tomar a melhor decisão para concretizar seu sonho, te guiaremos com as informações mais relevantes sobre como financiar a sua casa ou apartamento próprio.


Existem 2 regras básicas para o financiamento:

1. o valor de entrada deve ser de, no mínimo, 20% do valor do imóvel;

2. as parcelas não podem comprometer mais de 30% da sua renda familiar (lembre-se, a renda pode ser composta por outra pessoa que vá morar no imóvel).

Por exemplo: para o valor de R$ 299 mil, a entrada deve ser de, no mínimo, R$ 59.800.

Financiando o saldo de R$ 239.200 em 30 anos, a primeira parcela regressiva seria de R$ 2.274,85 e a última de R$ 693,85 no caso de uma renda familiar de R$ 7.582,85 (se considerar as taxas de juros da Caixa).

E ainda, quanto maior a entrada, menor pode ser a renda, ou seja, se a entrada for de R$ 119.600, a renda poderia ser em torno de R$ 5.700.


Qual a renda mínima para financiar um imóvel?

A renda mínima dependerá do valor do imóvel que você deseja financiar, do valor que você tem disponível para dar de entrada e valor disponível no seu FGTS.

Primeiro, é preciso comprovar sua renda, porque é a partir dela que o banco definirá o valor de entrada, as prestações, a taxa de juros e, também, se você é elegível por algum programa e benefício social do governo.

Como a renda é composta? É a formação dos rendimentos de todos os integrantes da família que irão morar no imóvel. Mas atenção! A renda será composta apenas pelos envolvidos que irão residir no imóvel. Então, isso te inviabiliza, por exemplo, de comprar um apartamento com seu irmão, caso ele não vá morar com você.

Além disso, quanto maior for a renda, maior também poderá ser o valor máximo do imóvel financiado.


Quanto preciso ter para financiar um imóvel?

As informações para realizar o financiamento do imóvel variam muito, já que depende das condições de cada banco e de cada comprador. Além disso, é preciso levar em consideração os juros que são atribuídos ao pagamento.

Os bancos costumam verificar se os interessados possuem outro imóvel, o tipo de atividade que exercem, a idade, o valor da entrada, dentre outros fatores.

O programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal auxilia famílias com renda familiar mensal de até R$ 9.000 nesse processo. A partir desta renda, é definido em qual linha de crédito o interessado se enquadra, assim como os subsídios, o valor de entrada e as taxas de juros que poderão ser utilizados.

O critério utilizado para determinar o valor máximo que poderá ser financiado é a regra dos 30%, ou seja, o valor da prestação não deve comprometer mais do que 30% da renda familiar mensal. Caso contrário, o banco não realizará seu financiamento.

Não entendeu? Vamos ao exemplo: se a família tiver renda de até R$ 3.000 será liberado o valor de cerca de R$ 90.000 para financiamento; já as famílias com renda de até R$ 6.000 poderão financiar aproximadamente R$ 175.000. Por último, rendas de até R$ 8.000 poderão financiar, em torno de R$ 240.000 (considerando o tempo máximo de financiamento permitido).


Como financiar um imóvel?

Em geral, todo aquele que comprovar que tenha uma renda constante estará apto a receber um financiamento imobiliário, assim como todo aquele que comprovar — através de documentos e certidões — que sua situação fiscal está em ordem.

 1. Entenda o financiamento de imóvel do banco que mais se alinha ao que você procura

Ainda que você tenha conta corrente em um banco, é preciso analisar se este oferece o tipo de financiamento desejado.

É essencial que você pesquise em mais de um banco, porque as taxas de juros mudam conforme cada instituição. Ou seja, quanto mais alta for a taxa de juros, maior será a sua parcela e o total de seu financiamento.

Escolha o banco com as melhores condições de financiamento que você precisa, ou seja, taxa de juros menores, valor suficiente de acordo com sua necessidade e uma duração de contrato adequada.

Dica: Compare na tabela abaixo as taxas de juros dos principais bancos.


Taxa de Juros para imóveis de até R$ 1,5 milhão, em % ao ano (SFH):

Caixa - Corrigido pelo IPCA: De 2,95 a 4,95 + IPCA (360 meses)

Caixa - pela Taxa fixa + TR: De 8,5 a 9,5 (420 meses)

Banco do Brasil: 7,99 (420 meses)

Santander: 7,99 (420 meses)

Bradesco: 7,3  (360 meses)

Itaú Unibanco: 7,45  (360 meses)


 2. Simule valores de financiamento de imóvel

É importante exercer um planejamento de quanto será a entrada e quais serão as parcelas levando em conta a sua renda e o preço do imóvel escolhido. Assim, utilize um simulador para calcular, aproximadamente, como será seu financiamento. Para isso, você pode fazer uma simulação online nos sites do próprio banco.


 3. Atenda aos pré-requisitos

É necessário ter no mínimo 21 anos e, no máximo, 75 anos, somando-se a idade do pretendente ao número de anos de financiamento.

Também é preciso comprovar renda suficiente para indicar a sua capacidade de quitar as prestações e não ter seu nome incluído em órgãos de proteção ao crédito (SPC, SERASA etc).


 4. Documentação para o cadastramento no banco

O financiamento de imóvel é uma linha de crédito concedida apenas presencialmente na agência do banco escolhido.

A documentação necessária para o processo de análise de crédito no financiamento pode variar de instituição para instituição. Em geral é necessário: identidade (ou qualquer documento com foto); CPF; certidão de nascimento ou de casamento; comprovante de renda, três últimos contracheques (no caso de quem trabalha com carteira assinada) e carteira de trabalho. Se você estiver em união estável ou for casado, leve também a documentação de seu parceiro.

Os profissionais liberais, que não podem comprovar renda por contracheque, podem apresentar a última declaração do Imposto de Renda.


 5. Análise de crédito

Nessa fase, o banco confirmará suas informações, verificará se o seu nome está cadastrado na lista de restrição ao crédito e analisará se a sua renda é suficiente para quitar a dívida do financiamento.

Para isso, deposite em uma conta bancária toda a renda que você ganha, principalmente se você tem mais de uma fonte de renda, pois com o extrato da movimentação de sua conta, o banco consegue comprovar o valor que você declarou ter.


 6. Avaliação do imóvel

Você deverá indicar qual é o imóvel que você deseja financiar, assim como o valor dele para que passe por uma avaliação feita pelo próprio banco. O prazo para a conclusão do laudo é em torno de 15 dias.

Atenção: os bancos não financiam imóveis sem escritura ou com alguma pendência judicial ou legal, então é importante que você e seu corretor verifiquem se a casa não têm dívidas ou se a documentação está irregular.


 7. Assinar o contrato

Depois de confirmado o valor e outros detalhes do imóvel, o banco entrega o contrato para ser assinado por você. Este contrato deve ser registrado em um Cartório de Registro de Imóvel, tornando você legalmente reconhecido como o proprietário do imóvel. É necessário pagar uma taxa para o registro, que varia de acordo com cada imóvel e cada estado.


 8. Pagar as parcelas

Aqui você irá cumprir com as formas e condições estabelecidas no contrato. O valor do financiamento poderá ser pago com moeda nacional ou seu saldo do FGTS. Confira aqui mais sobre isso.


 9. Registrar o termo de quitação

Para finalizar, a instituição financeira emite o termo de quitação de imóvel que é a prova legal de que você concluiu o contrato, não havendo mais pendências financeiras sobre seu imóvel com o banco.


Qual o melhor banco para sua situação?


Como dito anteriormente, é necessário analisar qual instituição se assemelha às suas necessidades.

No entanto, é preciso ficar atento que nem sempre a taxa de juros menor será a melhor opção.

A dica é comparar o Custo Efetivo Total (CET) do financiamento entre os bancos, porque pode ser que o banco ofereça uma taxa de juros mais baixa, mas, quando consideramos o preço do seguro e outras despesas do financiamento, o crédito acaba se tornando mais caro.

E, ainda, fique de olho nas outras condições oferecidas pelos bancos, tais como o prazo máximo de financiamento (quanto mais tempo, os juros podem se tornar muito altos) e o valor máximo financiado (obtendo um valor menor de entrada e diminuição das parcelas com o passar dos anos).

Por exemplo, apenas o Banco do Brasil aceita uma entrada de 10%. No entanto, a taxa de juros é maior. Já o restante das instituições aceita uma entrada de 20% ou, no mínimo, R$ 20 mil.

Fique atento para não cometer erros

A partir do momento que sua documentação é aprovada, seu documento fica ativo no banco de sua preferência para acompanhar a sua movimentação financeira — até o momento final de sua assinatura para concluir o processo de financiamento.

Por isso, há algumas dicas para que ocorra tudo certo com o seu crédito imobiliário:

1. Cuidado para seu nome não estar em órgãos de proteção ao crédito (SPC, SERASA etc);

2. Não realize um empréstimo;

3. Também não faça um financiamento de um veículo automotor.

Como o banco libera o valor da prestação em até 30% da sua renda, se, por exemplo, sua renda familiar for de R$ 3.000 mil, a primeira parcela deverá ser de R$ 1.000. Como as parcelas são regressivas, então, você não poderá comprar um carro com a prestação de R$ 600, por exemplo.

O corretor é uma figura essencial para te auxiliar em todo o processo de financiar a sua compra e, até mesmo, após. Aqui na JHD Imóveis, acompanhamos os clientes nas assinaturas para que tudo ocorra como o esperado!


Quer descobrir qual valor de imóvel você pode financiar?

Acesse nosso Simulador de Financiamento e descubra as melhores condições de financiamento para você.